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Justiça torna coronel réu por feminicídio e fraude processual; MP pede R$ 100 mil de indenização para família da esposa morta

Veja o momento que tenente-coronel deixa condomínio com policiais no interior de SP A Justiça comum aceitou denúncia do Ministério Público (MP) e tornou ne...

Justiça torna coronel réu por feminicídio e fraude processual; MP pede R$ 100 mil de indenização para família da esposa morta
Justiça torna coronel réu por feminicídio e fraude processual; MP pede R$ 100 mil de indenização para família da esposa morta (Foto: Reprodução)

Veja o momento que tenente-coronel deixa condomínio com policiais no interior de SP A Justiça comum aceitou denúncia do Ministério Público (MP) e tornou nesta quarta-feira (18) o tenente‑coronel Geraldo Neto réu por feminicídio e fraude processual pelo assassinato da esposa, a soldado Gisele Alves, ocorrida em 18 de fevereiro, no apartamento do casal, no Brás, Centro de São Paulo. O Poder Judiciário ainda concordou com o pedido de prisão preventiva do oficial, feito pelo MP e pela Polícia Civil, que foi decretado. Geraldo já havia sido preso nesta manhã por decisão da Justiça Militar a pedido da Corregedoria da Polícia Militar (PM). Ele está detido no presídio militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital, pelo fato de ser integrante da corporação (saiba mais abaixo). Futuramente, a Justiça comum e a Justiça Militar decidirão de quem será a competência por julgar o caso da morte de Gisele. Como crimes dolosos contra vida, como o feminicídio, não é um crime militar, o mais provável é que o processo siga somente com a Justiça comum. Na Justiça comum, o coronel pode ser julgado no Tribunal do Júri, onde sete jurados decidiriam se ele deve ser condenado ou absolvido pelos crimes. A Promotoria pediu ainda que, numa eventual condenação, a Justiça fixe indenização mínima de R$ 100 mil para Geraldo pagar aos familiares da vítima. Coronel Geraldo Neto (ao centro) é preso pela Corregedoria da PM por suspeita de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Reprodução/TV Globo Na denúncia, o MP informa que o oficial matou Gisele “por razões da condição do sexo feminino”, no contexto de violência doméstica, por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa _ o que caracteriza o crime de feminicídio. Segundo a peça, laudos, reprodução simulada e mensagens extraídas do celular do denunciado indicam que ele segurou a cabeça da vítima e efetuou um disparo de arma de uso restrito. Na sequência, teria manipulado a cena para simular suicídio — colocando a arma na mão de Gisele, escondendo o estojo deflagrado e tomando banho para eliminar vestígios, conduta que embasa também a fraude processual. Preso no interior do estado Tenente-coronel Geraldo Neto é preso nesta manhã em São José dos Campos Mais cedo, o Tribunal de Justiça Militar (TJM) determinou que Geraldo fosse preso para garantir a ordem pública, a instrução criminal e a preservação da hierarquia e disciplina, já que ele é coronel e sua esposa, soldado. Ele foi detido num imóvel em São José dos Campos, interior do estado. A decisão autorizou a apreensão de celulares, a quebra de sigilo de dados eletrônicos e o compartilhamento de provas da Corregedoria da PM com a Polícia Civil, além de determinar audiência de custódia de Geraldo _que foi feita por videoconferência do Romão Gomes com o TJM. A defesa nega o crime e questiona a competência da Justiça Militar. E alega que quem tem de tratar da questão é a Justiça comum, já que apura a acusação de feminicídio. A prisão de Geraldo ocorre em meio a mudanças legais recentes sobre o feminicídio. Em 2024, a Lei 14.994 transformou o feminicídio em crime autônomo no Código Penal, elevando a pena para 20 a 40 anos e estabelecendo tramitação prioritária nos processos. Em declaração à imprensa, o secretário‑executivo da Secretaria da Segurança Pública (SSP), coronel Henguel Pereira, disse que este é o primeiro caso envolvendo um oficial da PM de São Paulo preso por feminicídio desde 2015, quando o crime passou a existir juridicamente. Carros da Polícia Civil e da Corregedoria da PM foram até apartamento no interior de SP prender coronel Geraldo Neto pelo assassinato da esposa, a soldado Gisele Alves Reprodução Laudo mostra que PM morta em São Paulo tinha ferimentos no rosto e no pescoço Viaturas da Corregedoria da PM chegam ao condomínio de São José dos Campos onde o tenente-coronel mora. Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: VÍDEO mostra policiais indo limpar apartamento depois de morte Caso da PM morta em São Paulo. Fantástico O tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, marido da policial militar Gisele Alves Santana. Reprodução/TV Globo Socorrista diz que desconfiou da forma em que arma estava encaixada na mão de PM encontrada baleada Reprodução/TV Globo