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Prefeitura diz que não pode contratar empresa para reconstruir passarela destruída por carreta em Manaus

Obra de reconstrução da passarela que desabou na Torquato Tapajós deve demorar seis meses, estima IMMU Márcio Melo/Seminf A Prefeitura de Manaus anunciou qu...

Prefeitura diz que não pode contratar empresa para reconstruir passarela destruída por carreta em Manaus
Prefeitura diz que não pode contratar empresa para reconstruir passarela destruída por carreta em Manaus (Foto: Reprodução)

Obra de reconstrução da passarela que desabou na Torquato Tapajós deve demorar seis meses, estima IMMU Márcio Melo/Seminf A Prefeitura de Manaus anunciou que não pode contratar uma empresa para reconstruir a passarela Santos Dumont, na Avenida Torquato Tapajós, na Zona Centro-Sul da capital por falta de dinheiro. O anúncio foi feito no dia 20 de janeiro, após o Ministério Público do Amazonas (MPAM) pedir esclarecimentos sobre a obra. A passarela caiu no dia 6 de julho de 2024, após uma carreta que transportava três maquinários pesados colidir com a estrutura, em frente ao Conjunto Hileia. No momento do acidente, o veículo levava um trator, uma retroescavadeira e um rolo compactador. À época, o diretor-presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Paulo Henrique Martins, estimou que a obra de reconstrução da estrutura levaria cerca de seis meses. Já no ano passado, a prefeitura disse que ia arcar com a reconstrução. No entanto, desde então, nada saiu do papel. A inércia da prefeitura fez com que o Ministério Público abrisse um inquérito civil para investigar o caso e o promotor Lauro Tavares da Silva solicitou respostas da administração municipal. No dia 20 de janeiro, o diretor de engenharia da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Tabajara Júnior, respondeu dizendo que a pasta não pode prosseguir com a obra em razão do encerramento da execução orçamentária, financeira e contábil do ano de 2025. "Diante desse encerramento, não é possível dar prosseguimento a processos de contratação, uma vez que inexistem disponibilidade orçamentária e autorização legal para a realização de novos empenhos, liquidações ou pagamentos vinculados ao exercício financeiro de 2025", disse. O subsecretário de Gestão e Planejamento, Heliatan Correa, também alegou o mesmo motivo para o Ministério Público. "Esclarece-se que o Decreto nº 6.731, de 18 de dezembro de 2025, publicado no DOM nº 6.198, determinou o encerramento da execução orçamentária, financeira e contábil do referido exercício, inexistindo, portanto, disponibilidade orçamentária e autorização legal para novos empenhos, liquidações ou pagamentos vinculados ao exercício financeiro encerrado". O g1 entrou em contato com a prefeitura, e aguarda resposta.